DANIELA
Transcrição
Eu senti uma leveza muito grande, perceber as tensões foi me levando a deixar mais leve, um lado depois o outro e parece que a gente vai assentando no corpo, essa leveza vai te trazendo para a PRESENÇA ... e quando você tem que se expressar corporalmente eu acho que fica mais ESPONTÂNEO! Então eu senti que essa preparação, faz com que nós fiquemos na presença. E é muito legal que depois que quando você nos leva a pensar, eu principalmente, eu não fui para a razão, eu tentei sentir no meu corpo esse tema... então meus movimentos eram sei lá... movimentos que eu pensasse isso, mas não de uma forma controlada e racional sabe... mas que eu pensasse, como em ondas, como uma coisa que vai e volta... que meu corpo me ajude a elaborar... mas eu não consigo trazer para a palavra... é como se eu fosse GUIADA PELO MEU CORPO NAS ONDAS... eu acredito muito nas energias né... e aí você vai sendo guiada e aí quando você tenta racionalizar, as vezes não alcança...
É MUITA LIBERDADE!
SE eu fosse EU derrubaria as fronteiras do intelecto, desenquadraria o papel da bem aceita; com as vísceras enlouquecidas eu atearia FOGO em todos os protocolos que atuam sobre mim.
Se eu fosse EU não contaria mentiras dessas que dizem que represar a dor traz segurança. Se eu fosse EU as palavras não mais sairiam de minha boca; no Silêncio da Alma meu corpo desenharia na história todas as pedras que carrego em forma de Dever.
Se eu fosse EU meu quadril seria a inteligência nata, faíscas em brasa criariam melodias de luz e sombra. Se eu fosse EU viveria Nua e Puta, jorrando de prazer. Nem passado, nem futuro; Presente, eu estaria a gozar a vida.
Performance elaborada para a personagem Daniela

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